3 erros de Gestão Estratégica que fazem a sua empresa perder competitividade – Parte 2

Tempo de leitura: 9 minutos

reunião de treinamento de equipe

Você sabe como dar treinamento à equipe interna da empresa?

Esta é uma série de artigos sobre os 3 erros de Gestão Estratégica que fazem a sua empresa perder competitividade.

Caso você não tenha lido o primeiro artigo da série, Clique aqui.

Vou abordar agora o segundo erro: suspender ou não dar treinamento à equipe interna da empresa.

 Quando você pensa na palavra treinamento, o que lhe vem à mente?

Custo, tempo, ensinar, passar conhecimento, preparar alguém para cumprir uma tarefa ou desempenhar uma função?

Todas essas respostas são válidas. Mas no ambiente empresarial o ato de treinar o seu funcionário vai muito além do que simplesmente passar o conhecimento necessário para que ele desempenhe sua função.

O funcionário precisa ser treinado em diversas outras questões importantes para a vida da empresa.

Como empregador, você precisa estar atento às necessidades e limitações da sua equipe para treinar a emoção, a forma como ela enxerga os valores da empresa, e como se expressa no atendimento ao cliente.

Seja um alimentador de sonhos

Você tem sonhos? Sua equipe também!

Você vê no ato de empreender a possibilidade de conquistar objetivos e realizar os seus sonhos e da sua família?

Seus colaboradores também têm os mesmos objetivos ao trabalhar para você.

Você tem medo de fracassar em tempos de crise econômica e perder sua fonte de receita?

Seus colaboradores têm medo do seu fracasso e de serem demitidos, perdendo assim, a fonte de renda para sustentar suas famílias.

As palavras crise ou turbulência econômica geram dois efeitos na vida das pessoas: um de ordem emocional e outro na esfera material.

efeito emocional é o principal responsável pelo medo, insegurança e, muitas vezes, pela tomada de decisões impensadas, cujas consequências são negativas e acabam por produzir efeitos materiais indesejados.

Ao menor sinal de que a empresa está enfrentando dificuldades com risco de demissão ou mesmo de fechar as portas, os empregados são tomados pelo medo, desânimo e desmotivação.

Eles adotam a postura de se antecipar aos acontecimentos, iniciando uma busca por novas oportunidades de emprego junto à empresas que julguem estar em melhores condições financeiras que a sua.

O prejuízo para a empresa nessa situação é que se a crise puder ser superada, ela corre o risco de perder colaboradores bons que, por medo, não aguardarão a possibilidade da demissão se tornar realidade.

Como combater o desânimo e a desmotivação dos empregados?

Em momentos de turbulência econômica, o que a empresa mais precisa é de uma equipe motivada e que vista a camisa.

O time deve estar confiante de que a empresa irá superar, inclusive tirando proveito vantajoso da situação.

Mas para que isso aconteça, é fundamental que os colaboradores sejam informados de que existe um plano sendo colocado em prática que permitirá superar este momento.

Não se deve mentir para os colaboradores.

A empresa de fato precisa desenvolver linhas de ações de curto e médio prazo para vencer seus desafios. Ou seja, elaborar um adequado planejamento estratégico.

Há 3 ações que aplico na minha empresa e nas empresas dos meus clientes que fazem toda a diferença.

Essas ações produzem resultados incríveis, proporcionando sucesso nos negócios.

Confira abaixo.

Primeira Ação: entrevistas pessoais

Desenvolva o hábito de dialogar com seus colaboradores, faça-os perceber que a empresa se preocupa com eles, com seu bem-estar.

Que a empresa tem planos para ajudá-los a realizar seus sonhos pessoais.

Como disse inicialmente, seus colaboradores têm sonhos e depositam a esperança de que trabalhando para você, possam realiza-los.

Procure conhecer a forma de pensar dos seus funcionários, seus valores, como lidam com seus familiares, quais são seus medos, quais sonhos acreditam que jamais irão alcançar e os que estão trabalhando para atingir.

Isso irá gerar empatia entre vocês, além de ser a oportunidade de conhecer melhor a personalidade deles.

 

Um verdadeiro líder é aquele que, embora seja duro quando necessário, seus liderados o acompanham e o seguem, pois têm confiança em suas palavras. Sabem que não serão traídos nem tão pouco enganados.

 

Muitas empresas só entrevistam pessoalmente o empregado no momento em que estão para contratá-lo.

As entrevistas pessoais são uma grande fonte de fortalecimento dos laços do empregado com a empresa. Não deixe de aproveitar essa oportunidade.

Segunda Ação: reuniões de equipe

Você já deu uma sugestão que foi acolhida e colocada em prática?  

Como você se sentiu ao saber que ajudou?  

Tenho certeza que você já teve esta oportunidade, ficou feliz e se sentiu prestigiado, certo?

O seu colaborador também tem os mesmos sentimentos quando sabe que uma sugestão ou opinião dele foi acolhida pela empresa. Ele se sente importante e motivado a contribuir ainda mais.

E o melhor de tudo: você pode contar com seu total empenho na execução das tarefas.

Se antes era só você para motivar a equipe, agora serão você e o colaborador que deu a sugestão. Pois ele, mais do que você, quer que a sugestão dê certo.

Como desenvolver essas reuniões?

Existe um tipo de reunião que gosto muito de fazer com minha equipe e que sempre traz resultados positivos para o crescimento e a resolução de problemas da empresa.

É a reunião de brainstorming, que traduzindo para o português, pode ser entendida como turbilhão de ideias.

Apresente para a sua equipe um problema específico a ser resolvido, ou um projeto a ser implementado, ou uma ideia a ser inovada. Logo depois, estimule seus colaboradores a contribuírem de forma criativa e livre com sugestões e opiniões pessoais.

Nenhuma ideia sugerida deve ser criticada, desprezada ou ridicularizada, todas são importantes. Anote todas em um local exposto para que todos os participantes vejam.

O objetivo é incentivar o grupo a liberar todo o seu conhecimento e criatividade sem barreiras, temores ou preocupações.

O pensamento é livre e a manifestação garantida. Um mesmo participante pode contribuir com quantas ideias desejar, não há limites.

Depois que todos derem suas contribuições, o próprio grupo destacará as que, em conjunto, acharem mais importantes.  Em seguida, dentre as ideias escolhidas, novamente o grupo irá selecionar as mais importantes.

Em ambos os casos, serão utilizados o critério da ideia mais relevante para a menos relevante. Ao final, a empresa terá a sugestão ou ideia mais importante ou viável, eleita pelo próprio grupo.

Lembre-se!

Ninguém conhece melhor as atividades da empresa que sua própria equipe de colaboradores.

São eles que no dia a dia dão vida à parte operacional do trabalho. Portanto, eles têm muito a contribuir para o aprimoramento dos processos da empresa.

Terceira Ação: treinamento motivacional

Quantas vezes você acordou completamente desmotivado, triste e sem nenhuma vontade de ir trabalhar?  

Quantas vezes você se sentiu mais confiante e motivado depois de ouvir palavras inspiradas de pessoas próximas a você?

Quantas vezes você precisou de um ombro amigo para reunir forças e continuar sua jornada?

Com seus colaboradores não é diferente. Eles também passam por dias assim.

Eles não são máquinas que desligam dos problemas e ao entrarem na empresa estão prontos a dar o melhor desempenho, sem se deixarem abalar por acontecimentos negativos da vida pessoal.

A produtividade dos seus empregados será afetada pelos acontecimentos em suas vidas, seja para motivá-los ou para enfraquece-los.

O empregador que tem esta percepção e desenvolve treinamentos motivacionais com regularidade consegue reduzir sensivelmente os impactos dos acontecimentos negativos na vida do colaborador. Isso contribui para que seja mantido o maior foco no trabalho.

Veja como é importante o treinamento à equipe interna da empresa.

Outra questão é que por mais dinâmica que seja a atividade desempenhada pela equipe, com o passar do tempo, a rotina se estabelece, sendo um grande fator desmotivador.

Como desenvolver treinamentos motivacionais?

Para que o Treinamento Motivacional seja eficaz, é importante que você conheça cada um de seus empregados individualmente.

Procure saber das suas limitações, dos problemas e desafios que enfrentam na vida pessoal. Sem isso, o treinamento não surtirá o efeito desejado.

Você precisa conhecer os sentimentos e forma de pensar de cada um, pois as pessoas são motivadas por razões diferentes.

  • O problema da sua equipe é emocional?
  • Será que alguns deles estão passando por momentos difíceis, tais como perda na família, separação, entre outras coisas?
  • Ou será que o problema é com a falta de perspectiva no futuro?
  • Será que eles não se veem num lugar melhor daqui a cinco anos?
  • E se a falta de perspectiva for da própria empresa?
  • Eles sentem que podem crescer com você?
  • Eles sabem que você se importa com eles e está disposto a ajudá-los?

Todas essas perguntas você deve ter respondidas no momento de preparar o material a ser utilizado no treinamento.

Pois o conteúdo a ser exposto precisa ser baseado na realidade dos seus colaboradores.

Procure usar músicas, vídeos, histórias, depoimentos de vida, depoimentos de superação de desafios e vitórias em seu conteúdo programático.

Assim, você humaniza a comunicação e fica mais fácil despertar ou aumentar o interesse da sua equipe.

Considere todos esses pontos que compartilho com você neste texto e pense bem antes de cometer o erro de suspender ou não dar treinamento à equipe interna da empresa.

Na parte 3 desta série de artigos, você verá qual é o terceiro dos 3 erros de Gestão Estratégica que fazem a sua empresa perder competitividade.

Se você não teve a oportunidade de ler o primeiro artigo desta série, eu te  convido a acessa-lo  clicando no texto a seguir: Clique aqui [artigo 1]

Continue acompanhando as postagens.

Se você gostou desse tema ou ainda tem dúvidas sobre o que abordei aqui, deixe um comentário.

Terei satisfação em responder e ajudar você e a sua empresa nesta jornada tão desafiadora que é o empreendedorismo.

Até o próximo artigo!

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